Dadaísmo

Surgido em 1916, na Suíça, em meio à Primeira Guerra Mundial, o Dadaísmo foi uma das Vanguardas Europeias que trouxe uma critica cultural mais ampla através de vários meios de expressão (revistas, manifestos, etc), vindo como resposta à decadência da civilização que a Guerra criou e também como resposta à arte da época, considerada hipócrita pelos artistas do movimento.

As formas trazidas pelo Dadaísmo, deste modo, adotariam uma postura de ridicularizar e destruir a arte da época através da técnica do ready-mate, desenvolvida por Marcel Duchamp. A técnica consistia em tirar um objeto utilizado no cotidiano e a este atribuir um valor artístico. Dentre os objetos desta técnica podemos destacar um urinol de porcelana, um rolo de corda, uma ampola de vidro e um suporte para garrafas, todos elevados à condição artística por Duchamp.

No campo literário, o Dadaísmo tem a marca da agressividade, da improvisação e da desordem. Há uma rejeição pela racionalização e pelo equilíbrio e as palavras são colocadas no texto através da técnica da "escrita automática" – sendo que, muitas vezes, algumas destas palavras eram inventadas. O poema Die Schlacht (A Batalha), de Ludwig Kassak, é um exemplo da proposta dadaísta na literatura.

O movimento dadaísta, no entanto, não teve longa duração. Devido ao caráter anarquista do movimento e a falta de um programa artístico, alguns artistas entraram em choque. O fim da Guerra também trouxe novos conflitos entre os artistas, pois era necessária a reconstrução daquilo que havia sido destruído e, entre eles, haviam propostas muito diferentes.

Artistas Dadaístas

São parte do movimento dadaísta: Francis Picabia, Philippe Soupault, André Breton, Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Ludwig Kassak.

Bibliografia

Ana Gabriela Figueiredo Perez

Estudos Literários - Unicamp

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